O Novo Acordo Ortográfico
Posted by admin, under Berlaitadas, PerdidosUm, dois… experiência… SEO.
Aqui há uns dias, o Custódio, do Dinheiro Oportunidade, publicou este post sobre o programa de afiliados do AlloPass, numa experiência que ele descreveu como um exercício de SEO. Dizia o Custódio que ao analisar as keywords que levam tráfego para o seu blog, descobriu que a AlloPass estava por lá e que, curiosamente, a única referência à mesma estava num qualquer comentário escuso de um post que não tinha nada a ver com o assunto. Vai daí, o moço decidiu escrever o tal post sobre a AlloPass para ver até que ponto poderia conseguir mais visitantes para o seu blog entre as pessoas que fazem pesquisas sobre esse programa.
O que eu estou a fazer é um pouco parecido com o método descrito ali em cima, mas com uma pequena variação. O post é, supostamente, sobre o Novo Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa, ainda que, na verdade, eu não tenha a mais mínima intenção de debater esse assunto aqui no blog. Não porque o tema não me interesse, antes porque acho que não será este o local mais adequado.
No entanto, como esta questão está relativamente bem colocada em termos de exposição mediática, passou-me pela cabeçona que talvez haja por aí muita gente a fazer pesquisas sobre o Novo Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa e que algumas delas poderiam vir “cair” aqui se eu fizesse um post sobre o assunto.
Vamos lá ver…






[...] e eu! Sugerido por custodio on Abril 23, 2008 – 12:37 pm - online advertising Lembram-se deste post que eu escrevi sobre o novo Acordo Ortográ¡fico da Língua Portuguesa? Nele explico que estou a [...]
Para aqueles que chamam atrasados aos portugueses que se opõem ao absurdo acordo ortográfico, que muito poucos respeitarão, e ainda bem, não faz falta nenhuma, só escrevo o seguinte:
Só os brasileiros e os PALOP é que evoluíram a língua? - Não.
Quem deixou a língua naqueles territórios? - Portugueses.
Porque têm os brasileiros aquele sotaque? - Falam português arcaico, do século XV!
Em Portugal a língua não evoluíu? - Basta ouvir a nossa pronúncia, e a quantidade de estrangeirismos que nos inundou!
Ninguém fala nem escreve português correcto, basta ouvir atentamente os jornalistas e certos “comentadores da bola”, e outros “colunáveis” que falam nas televisões e nas rádios.
Porque se há-de tirar o ‘c’ da palavra “acto”? Para ficar “ato”, igual ao “ato” do verbo “atar”? Isso mesmo, comecem a atar a língua!
“Facto” passar a “Fato”? - Não, o “c” até nem é mudo, pronuncia-se.
“Pacto” passar a “Pato”? - Não, nunca, o “c”, além de não ser mudo, pronuncia-se, e seria como tirar as penas ao verdadeiro “Pato”!
Mas até se aceita que se retire o “c” de “Bactéria”, porque “Matéria” tem dicção igual e não tem a referida letra, apesar de muita gente pronunciar a primeira com “a” aberto…
Quanto à palavra “baptismo”, o “p” serve para obrigar a pronunciar o “a” aberto, e já houve quem questionasse porque lá está um “p” em vez de um “c”, já que o argumento da vogal aberta parece não ser razão para não alterar a grafia da palavra. Pessoalmente até concordo que se suprima o “p”.
Os “iluminados” usam o argumento da palavra “pharmacia”, que passou a “farmácia”, para justificar o recente acordo ortográfico… Mas esquecem que essa grafia partiu de iniciativa nacional, e não externa, no ano de 1945! E tratou-se de substituir duas letras por uma só, para fugir a um anglicismo!
“Coscuvilheiro/a” passou a “Cusco/a”. “Coscuvilhice” passou a “Cusquice”. Isto é evolução.
A grande guerra dos portugueses com a língua prende-se com a acentuação!
Desde miúdo que já li certas palavras com e sem acentos, e o que mais me diverte e faz soltar gargalhadas é um povo que odeia acentos ter inventado alguns para as seguintes palavras: Alcoolemia, que passou a “alcoolémia”; Clítoris trocou o acento e passou a “clitóris”; Glicemia passou a “glicémia”, e isto arrastou às variantes de Hipoglicemia e Hiperglicemia; Bebé passou a “bébé”;
Quanto às palavras acentuadas até se aceita deixarem de o ser, mas não todas, sobretudo nos tempos verbais. Com o advento da informática e os computadores mais antigos não reconhecerem correctamente os acentos, as pessoas habituaram-se a “esquecê-los”, sobretudo no serviço do “messenger”, do “MSN”, e nos velhinhos “Mirc” e “Chat”, que desconfiguravam os acentos, e o mesmo se verificava nos primeiros telemóveis no serviço de mensagens escritas. Para poupar tempo e espaço, os mais jovens inventaram uma escrita estenográfica, que a maioria dos adultos não entende, incluindo eu, mas ninguém condena esta tendência, a não ser quando se trata do ambiente escolar, obviamente! Tudo isto é evolução da língua, e se calhar dentro de anos teremos como oficial uma escrita abreviada para algumas palavras: “Que” passará a “K”; “Quê” passará a “Ke”; “Porque” passará a “Pk”; “Porquê” passará a “Pke”; “Queres” passará a “Keres” ou “Kers”; “Achas” passará a “Axas” ou “Axs”; Etc, etc, etc.
Foi um escândalo quando passou a constar a palavra “bué”, de origem africana, no Dicionário da Língua Portuguesa! Considerei uma aberração, e ainda considero, mas todos nos habituámos e há muito que a dizemos, mas eu não a digo nem a escrevo, apenas por não gostar mesmo da palavra. Mas considero que se trata de evolução.
A palavra “computador” apareceu no nosso dicionário há pouco mais de 25v anos, e é um estrangeirismo, anglicismo (”computer”). Isto é evolução.
Agora já temos, também no dicionário, “software” e “hardware”, anglicismos, que não conseguimos arranjar palavras em português para adaptação. Isto é evolução.
Quase todos usamos, em informática, o sistema operativo “Windows”, e ninguém teve a ousadia de traduzir para “Janelas”, seria uma comédia. Isto é evolução.
Quando apareceram os “Compact Disc”, ainda houve algum tempo que se pronunciava o anglicismo, passou a dizer-se naturalmente disco, e a designar-se o “velho” disco como “disco de vinil”, e depois agarrou-se o (ainda actual) “CD”. Isto é evolução.
Quando apareceram os filmes em CD de grande capacidade, designados “DVD”, ninguém tentou contornar o acrónimo e em todo o mundo diz-se DVD. Isto é evolução.
Muita gente não deve saber que a palavra “etapa” é um galicismo, estrangeirismo de origem francesa. Nas competições de ciclismo ninguém se dá ao trabalho de substituir esta palavra. Isto é evolução.
O que dizer dos anglicismos desportivos? Futebol, Basquetebol, Andebol, Voleibol (que já se diz e escreve Vólei), Hóquei, Ténis, Beisebol, Râguebi (que ainda há quem teime em dizer “reibi”, ou “reiguebi”). Isto é evolução. Os espanhóis ainda se deram ao trabalho de traduzir algumas, como “Balomano”, “Baloncesto”, e nos Estados Unidos da América chamam ao verdadeiro futebol de “soccer” (lêem “sóquer”)! Manias. No Brasil até se diz “futxibó” (eles chamam a esta palavra de evolução)!
Tendo em conta a quantidade de povos e civilizações que passaram pela Península Ibérica e a povoaram, deixando vestígios ao nível da escrita e alguns ablativos, ninguém pode afirmar que a nossa língua quer ficar estática. Temos escrita alfanumérica de origem árabe e romana, palavras de origem árabe, castelhana, anglo-saxónica e africana, por exemplo, e agora querem chamar-nos de “velhos do restelo”, “atrasados”, “preguiçosos” por sermos uns chatos que não queremos “apagar” umas consoantes e uns “h” mudos, que nunca chatearam ninguém, quando afinal os brasileiros têm o “timi”, que escrevem “time” e dizem “tximi”, um anglicismo (”team”), enquanto nós dizemos e escrevemos “equipa”, um galicismo (”équipe”); eles dizem e escrevem “copa”, um anglicismo (”cup”), enquanto nós dizemos e escrevemos “taça”; Eles dizem e escrevem “torcida”, nós dizemos e escrevemos “adeptos”; eles dizem “vai ‘txi’ catar”, enquanto nós dizemos “vai à merda”; eles dizem “panaca”, enquanto nós dizemos “panasca”, e afinal eles é que têm uma letra a menos! Eles chamam de “galera” ao público dos concertos, nós usamos essa palavra no que se refere a camiões TIR! E por falar em CAMIÕES, eles ainda dizem “CAMINHÕES”, que pode remeter para o verbo caminhar! Para esta palavra eles não devem querer acordo ortográfico! Nós dizemos e escrevemos BILIÃO, que no nosso sistema de contagem equivale a um milhão de milhões, enquanto eles dizem “bilhão” (que mais parece uma bilha grande), e lá só vale mil milhões! Para esta palavra também não devem querer acordo ortográfico!
Nós dizemos “stress”, embora escrevamos “stresse”, eles dizem “istressi” e escrevem “estresse”. Não devem querer acordo ortográfico!
Por acaso alguém deixou de escrever “Humidade”? “Hoje”? “Homem”? “Horta”? “Hábito”? Claro que não!
Posto isto, os brasileiros que fiquem lá com as idéias deles, que de acordos ortográficos já nós nos tínhamos esquecido há 18 anos, e dos PALOP nem pio se ouve, que eles estão quietos e não chateiam ninguém.
Não queremos nem precisamos de alterar absolutamente nada na nossa língua, porque ‘tá BUÉ de fixe, a GALERA vai continuar a escrever como sabe e como quer, não vai mexer-se no SOFTWARE do MICROSOFT OFFICE WORD, o povo vai continuar a não saber medir os seus ACTOS, não vão acabar os BAPTIZADOS, falar e escrever com erros é um HÁBITO adquirido. Desde 1977 que vemos telenovelas brasileiras e não estamos muito influenciados, a nossa vida não “esquentou” nem “esfriou”. Portanto mais um (des)acordo ortográfico nao AQUECE nem ARREFECE.
A língua é nossa, nós é que mandamos. Tanto no Brasil como nos PALOP fala-se português de descendentes de Portugueses, portanto a língua é portuguesa e não brasileira, nem africana.
Contra FACTOS não HÁ argumentos.
O último post do Nuno Caldeira …O concurso já acabou (penosamente)
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